Foram oito anos de espera, mas finalmente foi sancionada a lei que aprova a profissão de motoboy, mototáxi e motofrete. A finalidade desse projeto é para regularizar os mais de 2,5 milhões de motoboys e mototáxis que trabalham na irregularidade e que oferecem perigo à sociedade
E enquanto isso, o nosso querido Senhor Presidente Lula vira as costas para nós, jornalistas. Segundo o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, o motivo pela qual o diploma de jornalista não é necessário pelo simples fato de não oferecermos perigo à sociedade.
Não oferecemos perigo? Quando nos unimos, conseguimos fazer alguns estragos como: denunciando falcatruas envolvendo os três poderes (Legislativo, Judiciário e Executivo), somos as milhares de vozes da população querendo respostas de políticos demagogos (falsas promessas), mostramos pessoas acobertadas por gente poderosa, ou ao menos tentamos mostrar. Nós nos arriscamos no meio da mata, enfrentamos secas, enchentes, guerras, para mantermos as pessoas informadas de que está acontecendo em nosso país e no mundo, com reportagens que são dificílimas de fazer. São dias e meses longe de casa, dos seus familiares e por amor à profissão e um salário irrisório fazemos o que fazemos. Nós não nos arrependemos! Entretanto, depois da não obrigatoriedade do diploma, vamos precisar de ao menos três empregos para pagarmos o aluguel.
Existem dois tipos de profissionais: os que estudam e se dedicam para seguirem o que estão planejando ser. E os que aprendem por osmose, fazem as suas funções no dia-a-dia e estão aonde estão por seu pai ser amigo do chefe. Assim é fácil aprender e dizer que exercem a determinada profissão. Ainda mais de cozinheiro.
E o Senhor Presidente, enquanto muitos estão engajados em suas profissões, você não está a fim de falar com a imprensa porque o Corinthians vendeu seus melhores jogadores para o times da Europa. Nós, profissionais da comunicação, nos tornamos que nem Sísifo. Um homem condenado pelos deuses gregos a subir com uma pedra ate o topo da montanha, e quando chega ao topo ela rola de volta para baixo. Assim sucessivamente, fazendo um trabalho rotineiro e cansativo. Mas, enfim, é mais fácil virar as costas para problemas irrisórios, e se preocupar com o bom desempenho do coringão.
Foto: Higor Sousa
ate breve...





