quinta-feira, 30 de julho de 2009

E o Corinthians, como fica?



Foram oito anos de espera, mas finalmente foi sancionada a lei que aprova a profissão de motoboy, mototáxi e motofrete. A finalidade desse projeto é para regularizar os mais de 2,5 milhões de motoboys e mototáxis que trabalham na irregularidade e que oferecem perigo à sociedade


E enquanto isso, o nosso querido Senhor Presidente Lula vira as costas para nós, jornalistas. Segundo o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, o motivo pela qual o diploma de jornalista não é necessário pelo simples fato de não oferecermos perigo à sociedade.


Não oferecemos perigo? Quando nos unimos, conseguimos fazer alguns estragos como: denunciando falcatruas envolvendo os três poderes (Legislativo, Judiciário e Executivo), somos as milhares de vozes da população querendo respostas de políticos demagogos (falsas promessas), mostramos pessoas acobertadas por gente poderosa, ou ao menos tentamos mostrar. Nós nos arriscamos no meio da mata, enfrentamos secas, enchentes, guerras, para mantermos as pessoas informadas de que está acontecendo em nosso país e no mundo, com reportagens que são dificílimas de fazer. São dias e meses longe de casa, dos seus familiares e por amor à profissão e um salário irrisório fazemos o que fazemos. Nós não nos arrependemos! Entretanto, depois da não obrigatoriedade do diploma, vamos precisar de ao menos três empregos para pagarmos o aluguel.


Existem dois tipos de profissionais: os que estudam e se dedicam para seguirem o que estão planejando ser. E os que aprendem por osmose, fazem as suas funções no dia-a-dia e estão aonde estão por seu pai ser amigo do chefe. Assim é fácil aprender e dizer que exercem a determinada profissão. Ainda mais de cozinheiro.


E o Senhor Presidente, enquanto muitos estão engajados em suas profissões, você não está a fim de falar com a imprensa porque o Corinthians vendeu seus melhores jogadores para o times da Europa. Nós, profissionais da comunicação, nos tornamos que nem Sísifo. Um homem condenado pelos deuses gregos a subir com uma pedra ate o topo da montanha, e quando chega ao topo ela rola de volta para baixo. Assim sucessivamente, fazendo um trabalho rotineiro e cansativo. Mas, enfim, é mais fácil virar as costas para problemas irrisórios, e se preocupar com o bom desempenho do coringão.


Foto: Higor Sousa


ate breve...


terça-feira, 7 de julho de 2009

O jogo do pensamento



Sabe aqueles dias em que você não para de pensar coisas palavras e vai indo são pensamentos palavras acontecimentos fatos atrás de pensamentos e não paramos mais pensamos todas as coisas ao mesmo tempo é isso que tem acontecido comigo gato árvore uma música que você não escuta há um bom tempo a TV está passando propagandas. Pausa, respira. Continuamos a pensar nossa mente tem um poder incrível de levar a lugares que ao menos nunca imaginamos sonhamos lugares desconhecidos e as palavras vêm como boi prédio nuvens livros. Pausa novamente. Agora to olhando a parede cheia de fotografias relembrando cada momento guardado num pedaço de papel vejo as coisas e vou escrevendo pode ser uma letra A H Y I e a mente não para. Pausa novamente. Ate a cabeça precisa descansar são coisas confusas os pensamentos fluem fluem e lembrei de um verso já passou tenho que ligar para alguém esse vício que não consigo controlar a internet notícias chegam a todo estante são mortes prematuras coletivas acidentes fofocas de celebridades e ainda o pensamento está a mil. Respiração. Tento organizar as idéias mas não consigo vou escrever o que me der na mente pode ser o que for e agora não sei o que estou pensando apenas estou escrevendo coço o olho e continuo e é inevitável penso penso escrevo leio releio um sorriso um beijo ajeito os meus óculos palhaços maus maléficos horrendos horrorosos uma bela flor vê como somos confusos. Revendo o texto. Minha cabeça é um carro a 115 quilômetros numa rodovia estou vendo através do vidro os objetos às pessoas passarem muito rápido não consigo separar o que é cada coisa são apenas vultos rabiscados coloridos o turbilhão não para como diz o velho e conhecido ditado cabeça vazia morada do diabo e sinto dizer que ele não tem tido espaço aqui dentro.
ate breve...

domingo, 5 de julho de 2009

22 anos


Não poderia deixar de postar algo especial, pois, foi o dia em que o papai do Céu disse: Filho, vai lá embaixo porque você tem precisa fazer um pouco de estrago na terra.

Dizem que depois dos 15 anos o tempo passa voando e isso não é mentira! Muitas coisas já se passaram ate aqui, e muitas outras coisas virão, assim espero. E sempre no aniversário é onde nós revemos e refletimos algumas coisas, fatos, momentos que aconteceram, como: amores platônicos (nunca conquistados), amizades feitas, re-feitas e perdidas, primeiro beijo, a primeira revista Playboy, a primeira briga de rua, as lembranças de olhar para sua rua onde você jogava todos os jogos possíveis, você esperava completar e por ai vai. Tudo registrado em dois locais ou nas fotografias pregadas na parede e albúns ou na memória seletiva.

Com o tempo você vai envelhecendo e relembramos quando era o dia do seu aniversário você tinha medo de ir à escola porque iriam jogar ovo e farinha na sua cabeça. E, atualmente, no máximo que acontece é você ganhar parabéns de algumas pessoas. Nossa, como estou velho! Você pensa assim.

Muitas pessoas nos perguntam o que você planeja para o futuro? Aprendi a não planejar minha vida, eu apenas vivo. Deixo as coisas acontecerem, fluírem como rio que nunca para, porque existe algo mais imprevisto do que viver?

Aguardo outras primaveras, verões, invernos e outonos.

Agradeço a Deus por tudo que tem feito na minha vida, aos meus familiares, meus amigos por me suportarem.

E vejo tudo que aconteceu na minha não me matou, mas fortaleceu!

\o/

domingo, 28 de junho de 2009

Adeus ao pop


Com essas palavras eu o defino assim: "um homem de pouca fala, mas com muita atitude".
*29/08/1958
+25/06/2009

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Vidas Urbanas

Pedro, motorista de ônibus na Capital Federal reclama o quanto tem sido difícil os seus dias ultimamente. Esta com uma dor na perna insuportável que a há meses o incomoda. Para o no sinal vermelho e se distrai olhando para a roleta do ônibus. Imagina quantas pessoas passaram por lá?

São pessoas de todos os jeitos magras, altas, gordinhos que se sentem constrangidos de passarem na roleta. São casos e casos, pessoas com as suas vidas.

Os melhores são os artistas de ônibus. Aparece cada coisa! Só ontem mesmo foram cinco pessoas esdrúxulas. Ontem passou um fanático religioso prevendo a volta do Messias, insistia, falava sem parar: - quem não aceitasse Jesus não seria salvo. Pedro cresceu numa família católica praticante e, hoje, acredita que Deus está longe de ser essa pessoa carrasco que a maioria acredita. Não via a hora daquele senhor sair do ônibus. O que fazer? Não podia expulsar.

Entrou também um palhaço, ate que engraçadinho. Ele parecia mais uma cópia barata do Tiririca, imitava o jeito de falar e as mesmas piadas sem graças. E os vendedores de jujubas que a cada dia se proliferam que nem barata. São crianças, jovens e velhos. Num único dia entram dois no mesmo ônibus, e quem tiver a sorte de chegar primeiro vende mais. Há também, os que têm preguiça de falar, entregam um pequeno papel com a seguinte frase: Sou mudo e surdo, tenho que sustentar cinco filhos, estou desempregado preciso de uma ajuda. E o ponto máximo do recado que Deus lhe dê em dobro caso me ajudares ou com outra frase da bíblia. Não seria mais fácil ele fazer parte do grupo da jujuba?

O que temos de agüentar dentro do ônibus? É um palanque móvel aonde se discute tudo, novela, a família, alguma fofoca, dentre outros. Mas política é o foco principal, quando não é o presidente, é o governador que nunca faz o que certo. Pedro sempre repara num senhor que senta numa cadeira ao lado do cobrador e discute os mesmos assuntos. A política nesse país está uma merda! Às vezes falta sair briga quando um tentar impor a sua opinião. Diante da nossa visão nunca estamos errados. Portanto, vendo essas ilustres personalidades desconhecidas que animam o dia-a-dia de Pedro. Cada qual com a sua particularidade, seu jeito, seu olhar, por ai vai.

Atrás do coletivo Pedro escuta um barulho enlouquecedor, é um motorista de caminhão buzinando freneticamente avisando para eu avançar. Enquanto pensava nessas coisas, não vê o sinal verde aberto e segue adiante em mais uma viagem nesse ônibus.
Foto: Higor Sousa
ate breve...

sábado, 13 de junho de 2009

Vodoo




A históoria acredito que todos ja conhecem!
Um pouco subliminar.


ate breve....

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ensaio sobre a M Norte


Uma terra conhecida por poucos, situada na última quadra de Taguatinga Norte. Um dos seus nomes é Tailândia, a divisa entre Taguatinga e Ceilândia. E o seu nome tem vários significados. No começo era conhecida como Planeta dos Macacos por dois motivos, um pela localização um “pouco” distante das outras regiões, não havendo asfalto, e o outro pela letra M. Pode ser também M´lândia, Terra de Lugar Nenhum, Aonde o Vento faz a Curva, e o meu preferido, Cidade de Deus. Uma mera coincidência com o filme de Fernando Meirelles.

Esse pequeno município. Sim! Para mim ela parece um município. Vejamos pela seguinte análise, há sempre o precário Posto de Saúde, aonde são atendidas pessoas da terceira idade e mães de primeira viagem que mal saíram das fraldas, com 12, 13 anos, já aprendem a trocar dos seus rebentos. É simples você chegar nele, pois, é um dos pontos de referência nessa pequena cidade. Mas do simples torna-se difícil. Para você se consultar há dois poréns, primeiro sempre há um médico disponível, no máximo dois. Suas especialidades são clínico geral, que atendem no máximo uma tosse, gripe, resfriado, pressão alta, enfermidades desse tipo. E a outro, é, também, um clínico geral. Esse é mais evoluído. Ele atende mulheres grávidas, fazem seus pré-natais, atende os idosos. Mas não fica só por isso. Há as enfermeiras, essas são em maiores quantidades, senão, somente elas que recepcionam toda a pequena população.

Como todas as cidades evoluem nosso município não ficaria de fora. Há um banco, me engano, uma unidade do Banco de Brasília (BrB), lotéricas são muitas, não mais do que os Bares. Esses sim são a alegria da população. Tem os mais sofisticados, como Filé Miau, servem um espetinho de gato muito bom, já outros, mais simples ou horríveis. Em cada canto, beco ou esquina, você encontrará algum que lhe agrade. Mas a maior evolução de todos é a rede de fast food Giraffas. Quem diria que o vilarejo um dia teria uma lanchonete desse porte. Falando em lanchonetes, é algo também, que proliferou muito. Praticamente em cada quadra você encontra no mínimo três trailers que vendem de tudo, quanto na parte de baixo e de cima.

Falando em parte de cima, pois, a cidade é dividida em duas partes. A parte alta, carinhosamente chamada de Bronk´s. Outra mera coincidência com o subúrbio nova-iorquino, mas, tome cuidado ao entrar em alguma rua, porque você pode ficar encurralado. Há algumas partes que são labirintos. A parte baixa da cidade é normal e tranqüila, fácil de andar. Falando em caminhar, há dois calçadões um no canteiro-central e outro virado para a BR. A famosa academia de pobre. Caso você esteja um pouco fora de forma é uma ótima opção. Lá você encontrará um monte de senhoras correndo e ao chegar em casa come a panela de buchada de bode. E ainda diz pra família: hoje fiz vários exercícios. E tem, também, aqueles “bombados” com o seu pitbull ao lado. Todos desfilando um festival de cores com as suas roupas de ginástica.

O ponto máximo de problemas na cidade é o transporte público. Para você andar de coletivo tem que ter as vacinas todas em dia. Senão, ore a Deus, para você não pegar tétano, porque os ônibus são umas velharias; parece que você está numa montanha russa. As janelas tremem tanto que é perigoso algumas delas quebrarem ou se soltarem nas suas cabeças. E os funcionários vindos do nordeste com a sua educação refinada. Caso você marque algo para o final de semana há três opções: ou ir de carro, sair mais cedo para chegar ao local e simplismente não sair.

Apesar dessas divergências e contrastes adoro o lugar onde nasci e vivo. É algo dualista. Um misto de amor e ódio. Um lugar tranqüilo e comparação em outros lugares do DF. Ali posso andar tranquilamente na rua a qualquer hora do dia da noite. Lá onde estão os meus amigos. Brinquei de todas as brincadeiras possíveis. Foi naquelas ruas que briguei e apanhei. Amo a M Norte.
ate breve...